17 Janeiro 2012

A Cooperação e a Colaboração

Por Artur Berberian Filho

" Percebo que muitas pessoas utilizam a Cooperação e a Colaboração em seus trabalhos e me chama a atenção o fato destas duas palavras serem utilizadas para o mesmo fim. Trago hoje uma reflexão e um maior esclarecimento sobre a Cooperação e a Colaboração e a relação entre elas.
Um ambiente Colaborativo é aquele que proporciona ferramentas, processos ou espaços físicos que favorecem à interação, por exemplo: uma área de trabalho onde não há divisórias entre as mesas dos funcionários, uma ferramenta de rede social que permite contato com demais pessoas que compartilham de uma mesma percepção ou um plano de metas que distribui os resultados igualmente entre todos. São ações que uma organização pode adotar e que trazem um efeito geralmente muito positivo.
Já a Cooperação está ligada à relação entre as pessoas. São as atitudes entre as pessoas que mostram a cooperação, como por exemplo: ouvir o outro, respeitar, acolher, compartilhar idéias e decisões. São comportamentos que, uma vez apresentados e aceitos pelas pessoas, tornan-se um hábito comum e flui de forma natural sendo nutrido por elas.
Isso não quer dizer que devemos escolher entre Colaboração ou Cooperação, nada disso. Apenas precisamos estar cientes que ambas são complementares. Porém a Cooperação é mais profunda e extrapola os limites da organização levando a Cooperação para outras pessoas nas ruas, casas e famílias.
Pense comigo: imagine que em uma organização com um ambiente somente colaborativo, com espaços compartilhados de trabalho e metas coletivas, mas sem nenhum trabalho direto com as pessoas, sejam retiradas estas ferramentas colaborativas. As pessoas continuariam a se relacionar como antes?
Por isso fiz questão de apresentar o meu ponto de vista em relação à Colaboração e à Cooperação. Apesar de complementares não são a mesma coisa.
Entendeu o espírito da coisa? "
Artur Berberian Filho - www.jogosespiritodacoisa.com.br

06 Janeiro 2012

Busque dentro de você

Busque dentro de você - tradução livre de Eileen caddy - Findhorn Foundation*

Este é o início de um novo ano. Ninguém sabe ao certo o que este ano trará, mas a sua atitude perante ele pode fazê-lo o mais glorioso dos anos. Não desperdice tempo ouvindo previsões para o ano novo, simplesmente fixe em sua consciência que este será o ano mais maravilhoso possível e, assim, ajude a concretizá-lo. A sua atitude e mentalidade são tão vitalmente importantes!
Busque constantemente em si mesmo, trabalhe a partir daquela parte mais profunda de seu Ser, que é a mesma ontem, hoje e sempre será. Eu Estou com cada um de vocês e sua percepção consciente de Minha presença irá conduzi-lo através de toda turbulência e confusão.


"Constantly Seek Within
Now is the start of the new year. No one knows what this year will bring, but your attitude towards it can make it the most glorious of years. Waste no time listening to predictions for the coming year, simply hold in your consciousness that this will be the most wonderful year possible and help bring it about. Your whole attitude and outlook are so vitally important. Constantly seek within, work from that innermost part of your being which is the same yesterday, today and forever. I AM within each one of you and your conscious awareness of My presence will carry you through all turmoil and confusion."

* One of the co-founders of the Findhorn Community, Eileen Caddy, received guidance from the "still, small voice within" and shared it with others in the community for more than 40 years. Today we continue this tradition by printing her guidance in the community's weekly newsletter and by sharing it with the wider world through this mailing list. www.findhorn.org

29 Dezembro 2011

Balanço Ambiental de 2011 – Por Washington Novaes

Balanço Ambiental de 2011 – Por Washington Novaes


Ao se completarem 30 anos da Política Nacional de Meio Ambiente, o grande avanço certamente é a ampliação das consciência da sociedade em torno dos grandes problemas ambientais – que ainda precisa ser traduzida em ações pelo poder público.

Por Washington Novaes, jornalista, é supervisor geral do Repórter Eco. Foi consultor do primeiro relatório nacional sobre biodiversidade. Participou das discussões para a Agenda 21 brasileira. Dirigiu vários documentários, entre eles a série famosa “Xingu” e, mais recentemente, “Primeiro Mundo é Aqui”, que destaca a importância dos corredores ecológicos no Brasil.
Fonte: Repórter Eco

2011 termina com mais um motivo para inquietação, já que a reunião da Convenção do Clima na África do Sul não conseguiu aprovar nenhum compromisso obrigatório para os países reduzirem suas emissões de poluentes que agravam mudanças climáticas. E o último balanço diz que em 2010 elas chegaram a 30,6 bilhões de toneladas de carbono, já próximas do limite de 32 bilhões de toneladas; se ele for ultrapassado, dizem os cientistas, não será possível conter o aumento da temperatura da Terra em 2 graus Celsius – e os chamados desastres climáticos serão muito graves do que já são, atingindo dezenas de milhões de pessoas a cada ano. O Brasil já é um dos cinco maiores emissores do planeta, com mais de 10 toneladas anuais de carbono por pessoa.
Mesmo com todos os riscos, continuamos com mais de 5 milhões de pessoas morando em áreas sujeitas a desastres. E o município de São Paulo anunciou que só daqui a 30 anos livrará a cidade do risco de inundações. Já a Agência Nacional de Águas informou que mais de metade dos municípios brasileiros enfrentarão sérios problemas com abastecimento de água, se até 2025 não foram investidos 70 bilhões de reais. Na área do saneamento, o balanço do IBGE mostra que mais de 50% dos domicílios brasileiros não contam com rede de esgotos.
O ano foi marcado também por intensa polêmica em torno do projeto de novo Código Florestal discutido pelo Congresso. Organizações ambientalistas criticaram principalmente a anistia a proprietários de terras que desmataram áreas de reserva obrigatória, assim como a redução de áreas de preservação à margem de rios, encostas e topos de morros.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento na Amazônia continua acima de 6 mil quilômetros quadrados por ano. E o desmatamento já atingiu 18 por cento do bioma. No Cerrado e na Caatinga, a perda está acima de 50 por cento. Na Mata Atlântica, em 93 por cento.
Os dramas das cidades com o transporte se acentuaram. O país já tem cerca de 40 milhões de veículos. Só em São Paulo, mais de 7 milhões. Mas pouco se tem avançado na implantação de sistemas eficientes de transporte coletivo, que reduzam o número de veículos nas ruas e o nível de poluição do ar.
Já a área de energia foi marcada pela polêmica em torno da implantação da hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia, que chegou até a manifestações no exterior e na Organização dos Estados Americanos.
Começou a ser implantada a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, que contém muitos princípios positivos, mas sem vinculação de recursos. E sem definir com clareza se será ou não permitida a incineração de lixo.
Ao se completarem 30 anos da Política Nacional de Meio Ambiente, o grande avanço certamente é a ampliação das consciência da sociedade em torno dos grandes problemas ambientais – que ainda precisa ser traduzida em ações pelo poder público.